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“Hoje somos maioria nas faculdades de Direito e nos tribunais. Mas o espaço destinado a nós é o mesmo dos homens?”, se pergunta a juíza de Direito do TJDFT Rejane Jungbluth Suxberger, à frente da coordenação do "II Seminário Mulheres no Sistema Justiça: desafios e trajetórias". O evento, promovido pela Associação dos Magistrados do Distrito Federal e Territórios (Amagis-DF), em parceria com a Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), ocorre nesta quinta, 8 de março, a partir das 9h, no Conselho da Justiça Federal, em Brasília, reunindo juízes, desembargadores, advogados e membros do Ministério Público, para debater temas relacionados à igualdade e representatividade de gênero e raça no meio jurídico. Interessados podem se inscrever antecipadamente enviando e-mail para atendimento@ajufe.org.br, ou, pessoalmente, antes do início do evento. A adesão é gratuita.

As mulheres sempre foram presença marcante em todos os processos revolucionários que transformaram as relações de gênero. Todavia, ainda se encontram numa subordinação cultural e psicológica, assistindo de camarote as práticas excludentes que operam sobre elas.  O trânsito em espaços historicamente ocupados por homens ainda é difícil, pois o preconceito vem à frente do saber. A condição sexual continua recebendo tratamento diferenciado e se apresenta como fator de exclusão, basta ver os tribunais superiores, onde os homens ainda são maiorias. 

A segunda edição do “Seminário Mulheres no Sistema Justiça: Trajetórias e Desafios” pretende dar continuidade a essa e outras discussões sobre gênero. Para a coordenadora do evento, não basta o aumento do número das operadoras do Direito - Magistradas, Advogadas e Promotoras - para que os padrões de comportamentos sejam modificados com o fim das desigualdades, discriminações e erradicação da violência contra a mulher. “É necessário consciência de que, enquanto existirem pensamentos que justifiquem a submissão de um gênero a outro, a sociedade continuará estagnada no que toca à igualdade dessas minorias”.

A programação do Seminário inclui a apresentação de palestras, debate entre os participantes e oficinas sobre boas práticas em gênero e violência institucional. 

Uma solenidade para convidados marca a abertura do evento, nesta quarta, dia 7, às 19h, com o lançamento da obra coletiva “Magistratura e Equidade” (Editora Plácido) - com artigos e sentenças relativos às temáticas de gênero, raça, orientação sexual e inclusão no espaço público. 

Acesse a PROGRAMAÇÃO COMPLETA AQUI.

Amagis-DF - 5 de março de 2018