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O juiz Ben-Hur Viza, titular do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher do Núcleo Bandeirante, concedeu entrevista para o Jornal da Justiça 1ª Edição, da TV Justiça, sobre a importância do registro das ocorrências de episódios de violência doméstica. A entrevista foi ao ar nessa quinta-feira, 10/1, e pode ser conferida na íntegra aqui.

A reportagem cita dados sobre feminicídio e menciona a estrutura oferecida às mulheres pelas casas de apoio e pelos núcleos de atendimento psicossocial dos juizados de Violência Doméstica. Durante a entrevista, o juiz do TJDFT ressaltou a importância da mulher violentada registrar a ocorrência, ainda que considere pequena a infração, para que se previna uma infração maior. O magistrado explicou ainda que “a violência não é só a violência física. Uma violência psicológica, uma ameaça que a mulher sofra, uma agressão verbal, um xingamento, uma humilhação que essa mulher sofra, é importante que ela procure uma delegacia, registre a ocorrência e peça uma medida protetiva”.

Segundo o juiz, a maioria das mulheres que estão sendo vítimas de feminicídio não têm processo em curso, ou seja, ainda não procuraram uma delegacia. “O índice de mulheres vítimas de feminicídio com medida protetiva é muito pequeno. Numa pesquisa feita em São Paulo, constatou-se que apenas 3% das mulheres vítimas de feminicídio tinham medida protetiva. Ou seja, 97% talvez pudessem estar mais protegidas se tivessem registrado uma ocorrência e pedido uma medida protetiva ao juiz de direito”.

Confira a edição completa do jornal com a entrevista do juiz Ben-Hur aqui.

 

Fonte: TJDFT, 11 de janeiro de 2019