13 03 2019

Na segunda-feira, 11/3, a coordenadora da Central Judicial do Idoso - CJI, juíza Monize Marques, palestrou sobre violência contra mulheres idosas, na aula inaugural do Curso de extensão da UnB de Educador Político Social em Gerontologia.  No momento em que se realiza a Semana Justiça pela Paz em Casa, a magistrada lembrou que, conforme as estatísticas apresentadas no Mapa da Violência Contra a Pessoa Idosa no Distrito Federal, a maior parte das agressões contra idosos acontece no âmbito doméstico e a principal vítima é a mulher.

Participaram também do evento o secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos - MMFDH, Antônio Costa, a deputada federal Paula Belmonte, e o deputado distrital Roosevelt Vilela.

Para um público de 300 novos alunos, a juíza, que está há quase sete anos na coordenação da CJI, explicou que a mulher idosa apresenta uma dupla condição de vulnerabilidade: a de ser mulher e a de ser idosa. E acrescentou: “Aquele abandono afetivo que a gente conversa muito, dos pais que abandonam os filhos, tem sido observado de uma forma inversa, dos filhos que abandonam os pais”. Alertou para a importância do diálogo claro nas famílias, do respeito e da divisão de responsabilidades para promover um ambiente familiar sem violência.

Em sua exposição, a juíza ainda apresentou ao público os serviços oferecidos pela Central do Idoso, entre eles o primeiro núcleo de mediação com pessoa idosa do Brasil, em atividade há cinco anos. “A mediação pressupõe que as pessoas que estão na mesa negociando estejam em igualdade de condições”, afirmou a magistrada, observando que o objetivo do Estatuto do Idoso é justamente fazer da pessoa idosa o sujeito da lei e não apenas o objeto dela. “A lei atua para fazer com que o idoso tenha voz, então, quando a sentamos à mesa, ele é a primeira pessoa que queremos ouvir”, completou.

Com duração de um ano e meio, o curso de extensão que recebe agora nova turma faz parte do Programa Universidade do Envelhecer: UniSer – Arte de Viver, da UnB, que fomenta ações educativas voltadas para à cidadania, ao empoderamento e ao desenvolvimento humano e social dos participantes.

Central Judicial do Idoso

A Central Judicial do Idoso - CJI atua há onze anos em defesa dos direitos dessas pessoas, em conformidade com o Estatuto do Idoso. Projeto pioneiro do TJDFT, do Ministério Público do DF e da Defensoria Pública, a Central é um serviço interdisciplinar destinado a atender pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, do Distrito Federal, que tenham seus direitos ameaçados ou violados e que necessitem de orientação e atendimento na esfera da Justiça.

Entre seus principais objetivos da CJI estão o de garantir a efetiva aplicação do Estatuto do Idoso, prover a comunidade do DF de informações, promover a articulação com instituições para atendimento das demandas existentes e assessorar autoridades competentes. A Central atende ao público das 12h às 18h, no Fórum de Brasília, Bloco B, 4º andar, entre as alas A e B. O telefone da CJI é 3103-7609. Para saber mais sobre a Central Judicial do Idoso, clique aqui.

 

Fonte: Ascom TJDFT